Todas as vezes que menosprezássemos nossa existência deveríamos fazer um levantamento histórico para sabermos o que estava acontecendo no mundo no exato ano de nosso nascimento.
Queda de algum regime político, ascensão ao poder de algum partido esquerdista, terremotos, guerras, tsunamis, copa do mundo, filmes, coisas interessantes que foram lançadas, músicas, livros.Para quê? Para nos darmos conta que fazemos parte de um universo maior, ainda que ficcional. Um conjunto de coisas compõe nosso modo de ser ou ainda nossa cultura. E de certa forma, fazemos parte da história humana. Não pelo CPF, pelo voto, ou pelas contribuições de impostos.
Queda de algum regime político, ascensão ao poder de algum partido esquerdista, terremotos, guerras, tsunamis, copa do mundo, filmes, coisas interessantes que foram lançadas, músicas, livros.Para quê? Para nos darmos conta que fazemos parte de um universo maior, ainda que ficcional. Um conjunto de coisas compõe nosso modo de ser ou ainda nossa cultura. E de certa forma, fazemos parte da história humana. Não pelo CPF, pelo voto, ou pelas contribuições de impostos.
Alberto Manguel diz em seu ensaio Últimas respostas que está no livro À mesa com o Chapeleiro Maluco, ensaios sobre corvos e escrivaninhas que " o fato de estarmos vivos, e de por meio de nossas ações desempenhamos um papel que ajuda a manter o equílibrio secreto do universo. Mas o consolo não nos tranquiliza"
Isso serve para aqueles momentos citados anteriormente nos quais nos sentimos inúteis, ou ainda, pequenos. Não somos.
Então procuramos explicações, ou apenas distrações furtivas para esquecermos de nossas questões pessoais. Eu costumo procurar nos livros. Devoro livros na busca incessante de respostas para as coisas que se apresentam em meu caminho.
E o que pode parecer absurdo para alguém racional: os livros me respondem! Sim, leitor, acredite.
Começou com Hamlet, e o "resto é silêncio", apareceu-me quando eu precisava encontrar uma resposta para uma questão na época, eu tinha então, vinte e um anos. Dez anos depois, passando por crise semelhante, abro um livro sobre Shakespeare e a primeira epígrafe do texto é exatamente a mesma frase. O mesmo conselho, dado pela mesma personagem...não pode ser coincidência. Acho que de tanto falar sobre Hamlet, ele acabou fazendo parte realmente do meu grupo de amigos...
Embora, Jane Eyre também me responda muitas questões...
Vamos lá, puxe da estante algum livro...permita-se acreditar...que as respostas são mais fáceis do que parecem.
beijos literários
3 comentários:
faço isso sempre. e sim: os livros [diversos!] sempre me indicam respostas, algumas plenas, concretas, outras intrigantes e questionáveis. interessante teu texto e a forma cm escreve. abraços. liz oliveira.
Oi Liz! Welcome! Que bom ter uma leitora! Obrigada pelas palavras. E que legal que eu não fico imaginando coisas então: os livros respondem! abraços
Me sentir insignificante é algo que acontece com frequencia. Adorei a teoria de que os livros nos dão respostas. Talvez, teríamos de ter cuidado apenas em, ao lê-los, não interpretar seu conteúdo com uma pontinha daquilo que esperamos encontrar. Afinal, estar aberto para um livro é estar aberto para novas ideias e, consequentemente, novas visões!
Parabéns, abç!
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