Domingo, Janeiro 17, 2010

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Consegue-se perceber que o amor se esconde sob a pele, no veludo que espalha em nossos corpos. O amor é o bater venoso do ir e vir do sangue. É portanto sanguíneo. Segue-se a música que entre os dedos dança freneticamente, ressoando poesia no céu da boca. Entender-se é compactuar com o deus das coisas. Das nossas coisas.

Caminho que se bifurca entre noite e dia. Se da noite o amor é cintilante como estrelas que se mostram no céu escuro. Se do dia, o amor se espalha como a água derramada sobre o mármore. Em ambos ouvimos todos os sons da selva que se abre frente aos nossos olhos. É escolha.

Amar-se é entrar pelos mesmos olhos que observam o mundo, voltar-se sobre si mesmo. Como a árvore que faz sombra ao próprio caule, protegendo-o do sol. Formigas famintas de doce seiva procuram em suas folhas, em suas flores o pulsar da vida verde. E encontrando alimentam-se.
Amemo-nos como as flores que desabrocham prontas para as abelhas, receptivas ao sol e a chuva. Por que das artimanhas da vida não podemos fugir.

Assim pegamos o amor, alimentando-se como as formigas da seiva verde, sob nossa pele, consumindo e nutrindo nossos dias. Fazendo-nos humanos.
beijos literários

2 comentários:

Isa Bey disse...

Ai meu Deus....eis o amor que desponta! Saquei! Beijos amorosos.

srtaParker disse...

hehehehe..mas ele está sempre aqui..no coração...beijos lindona!