
( Henri Cartier-Bresson)
É preciso que se diga: amar é surpresa. Amamos por que precisamos. Amar prepara o coração para as coisas tristes da vida.
Apaixonados, em estado de amor, não percebemos que chove, faz sol ou ainda que o mundo acabou. As coisas são mais leves, menos injustas, o sólido não é tão pesado, e o sono descansa mais. Ainda que pouco. Do amor nasce o júbilo. A espera de que as alegrias sejam constantes.
É preciso que antes de tudo amemos a nós mesmos. Nada casto, o prazer de compartilhar consigo mesmo o cotidiano, se faz necessário, para que, apaixonados (não como Narciso) por nossa companhia, estendamos aos outros.
O que torna o outro tão importante? A possibilidade de concretização e compartilhamento desse amor cultivado. Ele se estende, se materializa no abraço, no beijo, no toque.
É isso que torna a busca de amor incessante. Buscamos o tempo todo a identificação, o aconhcego da alma. Buscamos a leitura de outros olhos sobre nós. Por que queremos ler o outro.
E acaso nada significa para você ser a festa de alguém? Roland Barthes. Fragmentos do discurso amoroso.
beijos literários
1 comentários:
Adorei o teu artigo no Artistas Gaúchos!
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