Segunda-feira, Outubro 12, 2009



( Henri Cartier-Bresson)


É preciso que se diga: amar é surpresa. Amamos por que precisamos. Amar prepara o coração para as coisas tristes da vida.
Apaixonados, em estado de amor, não percebemos que chove, faz sol ou ainda que o mundo acabou. As coisas são mais leves, menos injustas, o sólido não é tão pesado, e o sono descansa mais. Ainda que pouco. Do amor nasce o júbilo. A espera de que as alegrias sejam constantes.



É preciso que antes de tudo amemos a nós mesmos. Nada casto, o prazer de compartilhar consigo mesmo o cotidiano, se faz necessário, para que, apaixonados (não como Narciso) por nossa companhia, estendamos aos outros.



O que torna o outro tão importante? A possibilidade de concretização e compartilhamento desse amor cultivado. Ele se estende, se materializa no abraço, no beijo, no toque.


É isso que torna a busca de amor incessante. Buscamos o tempo todo a identificação, o aconhcego da alma. Buscamos a leitura de outros olhos sobre nós. Por que queremos ler o outro.




E acaso nada significa para você ser a festa de alguém? Roland Barthes. Fragmentos do discurso amoroso.



beijos literários

1 comentários:

FRIZERO disse...

Adorei o teu artigo no Artistas Gaúchos!