Segunda-feira, Agosto 03, 2009



I say a little prayer for you...

Em Breakfast Tiffanys, Holly Golightly personagem vivida por Audrey Hepburn, chama por seu amigo Gato. Ele que havia sido solto, num beco qualquer de NY, estava lá, dentro de caixas velhas tentanto se proteger da chuva. Holly tanto chama o bichano que ele aparece.

Às vezes fazemos isso com as pessoas. Aquele amigo que está ali todos os dias a nos sorrir, a esperar nossa entrada no MSN para uma conversa, um telefonema para um café, é esquecido.

Então, uma manhã, como Holly, nos damos conta de que Gato não está mais ali. Por que simplesmente não prestamos a atenção no que ele queria nos dizer. Vamos até o beco e chamamos. Chamamos. Se formos sortudos, Gato ainda deve estar ali. Por que ele é esperto, sabe que temos bom coração. Mas se ele for rebelde, revolucionário, uma gato da pá virada, como se diz, ele certamente foi viver bem longe de nós.

Gato! Gato! Chamei por um no inteiro. Ele apareceu, meu amigo querido. Um Gato malandro e conquistador. Rebelde, ele havia decidido seguir pelo mundo. Voltou dia desses. Ouvi seu miado. E como eu sempre digo: ele é minha boa sorte. Não suma mais Gato, você é veludo puro pra mim. E eu sempre rezo por você. Sempre.



Stella ( França - 2008)





É a história de uma menina francesa que vem de um mundo decadente. Os pais são bêbados, donos de um barque vive cheio de gente deprimente. A vida que não é fácil reflete na escola: notas baixas, desempenho péssimo. A pobreza é notada pelas colegas que a desprezam. Gladys é a única amiga que ela faz na escola. É ela que vai lhe mostrar a literatura e a música. É nas linhas de um romance de Balzac que Stella entende que tem que mudar, que para sair do destino miserável e inculto dos pais, ela deve estudar, crescer e ir adiante. É o que ela decide fazer. E nós, bons espectadores e cúmplices, ficamos torcendo para que ela consiga.É mais uma feliz metáfora sobre os benefícios da literatura.
beijos literários.

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